CARCINOMA BRASILEIRO
CARCINOMA BRASILEIRO
O Brasil encontra-se enfermo. Talvez uma doença congênita pois desde seu nascimento, em 1822, como nação independente, soberana e senhora do seu destino, já apresentava indícios de disfunção na sua homeostase.
Padece de uma moléstia oriunda histologicamente das suas células, com graves consequências para a formação e funcionamento dos tecidos e órgãos, repercutindo, finalmente, nos seu corpo, afetando seu organismo como um todo.
Nesses mais de dois séculos, entre recuperações e recaídas, sua saúde oscilou conforme a equipe de saúde que o atendia, cujo sucesso ou fracasso dos tratamentos dependiam da competência e qualidade médica do chefe da equipe.
Pois bem, após um histórico conturbado que envolveu várias circunstâncias e personagens, o Brasil oscilou entre situações de bem estar e crises de recaídas, sendo estas bem mais frequentes e prolongadas.
Até que, com o desenvolvimento dos meios de diagnóstico aliados à experiência adquirida nesses anos seculares, em 2015, após mais de 13 anos vivendo numa condição de estabilidade e equilíbrio homeostático decorrente da excelente liderança e bom atendimento proporcionado pelo chefe da equipe, sintomas e sinais de recaída começaram a aparecer.
Provavelmente, em função da ausência do dedicado e qualificado chefe da equipe ocasionada por um afastamento forçado. Em seu lugar, assumiu uma chefia fraca, pouco experiente, ingênua, mas com viés autoritário que fez com que o tratamento prescrito, de duvidosa ação terapêutica, fosse alterado e muitas vezes não cumpridos pelo restante da equipe, como um gesto de desaprovação e protesto.
A partir de então, o caos se instalou. Os dois chefes de equipe que a sucederam mostraram, desde o início de suas atribuições, a incompetência, o despreparo, mas principalmente o descaso para com um paciente tão fragilizado.
O segundo chefe, em particular, além da explícita incapacidade e ignorância, se mostrou um autêntico patife, canalha, vigarista, desonesto, ordinário, facínora, perverso, insidioso, imoral, cínico, covarde e todos os demais adjetivos pejorativos e aviltantes que se conhece na língua portuguesa. Descobriu-se tratar de um descarado psicopata charlatão.
Em decorrência desses fatídicos eventos, quase que o paciente foi a óbito. Entrou num coma profundo que durou quatro anos.
Mas pro bem de todos e felicidade geral da nação, ele voltou, o médico considerado como o maior e melhor chefe de equipe de toda a história dessa nação.
Entretanto, os seis anos de escuridão tiveram graves consequência e sequelas. Três órgãos vitais para o corpo insistiram em continuar criando problemas disfuncionais, a saber: O fígado, o intestino delgado e o intestino grosso.
O primeiro (fígado), ainda tem a seu favor o fato de ter metabolizado muitos alimentos podres e substâncias venenosas, contribuindo decisivamente para que o paciente não fosse a óbito. Mas não se deve esquecer que alguns hepatócitos insistem em não funcionar ou exercer suas atribuições.
Os dois últimos, a despeito dos esforços relevantes do ilustre e competente chefe da equipe,
teimam em causar problemas para o Brasil. Os dois órgãos são contíguos. Ambos responsáveis pela má digestão e diarreia persistente do paciente.
Desses dois, o intestino grosso é o pior pois, além de conter mais cocô, quando resolve trancar a pauta da excreção fecal, o Brasil sofre de dores insuportáveis, distensão abdominal e fome por não conseguir se alimentar. É preciso tratar essa constipação com laxantes potentes.
Mas eis que de repente, ontem (29/04/2026), apesar de alguns avisos prévios, o intestino delgado resolveu suplantar o grosso. Talvez por ciúmes, talvez por se sentir superior não só a seu vizinho, mas também ao fígado e ao cérebro, resolveu causar uma grande diarreia. Uma verdadeira disenteria, de tal gravidade que se faz necessário hidratar imediatamente o paciente.
Através dos exames de imagens, foi descoberta a causa de tantos e tão prolongados infortúnios: Um carcinoma localizado em ambas as vísceras intestinais, e com tamanhos significativos.
Mas graças a Deus, nada que a boa, necessária e abençoada medicina exercida por um profissional sério, habilidoso e competente, não possa dar jeito, contanto que se faça logo a necessária extirpação cirúrgica desses tumores.
Em tempo: É sempre bom deixar claro que todas as doenças estão ligadas diretamente à condição imunológica dos organismos e que a disfunção homeostática depende do bom funcionamento da maioria das células deste corpo.
Portanto, a maior responsabilidade das crises e recaídas patológicas do Brasil são decorrentes dessa maioria, que parecem se regozijar com as enfermidades da nação..
Se faz urgente e necessário que as células saudáveis passem a ser maioria, e isso tem prazo: Outubro / 2026, pois caso contrário, o Brasil, enquanto nação organizada, soberana e autônoma, está fadada à decadência e ao desaparecimento.
Marco Antônio Abreu Florentino
Marco Florentino
Enviado por Marco Florentino em 30/04/2026
Alterado em 01/06/2026