Marco Florentino
Em prosa e verso
Textos
HELENA, FILHA DE ISABEL E MÃE DE ISABEL LÚCIA E ISELEN
HELENA, FILHA DE ISABEL E MÃE DE ISABEL LÚCIA E ISELEN

Tributo à minha saudosa e querida mãe Helena Abreu Florentino.
Partiu para o nada em 24/02/2016 sem alarde, sem pompa, sem exibicionismo, sem basófia.

Faz 10 anos que vivo sem sua amorável companhia. Resolvi me transferir para Fortaleza em 1991 para poder ficar junto a ela. Foram 25 anos de convivência inesquecível, prazerosa,divertida, impagável, amorosa.

Meus dois ícones e heróis... pai Antônio e mãe Helena permanecem presentes no meu cotidiano, na minha memória, na minha gratidão por terem sido responsáveis pela minha existência e pela minha criação / educação.

Nesses 25 anos me dedicando à minha mãe que adorava tomar uma cervejinha gelada comigo aos sábados, posso afirmar que foram os melhores da minha vida. Abri mão de muitas oportunidades entre empregos, especializações e pós graduações, mas não me arrependo.

Helena era uma mulher forte, filha de uma mulher ainda mais forte... Isabel, a única vó que conheci mas valeu pelos quatro avós.

Isabel, mãe de Lalá (apelido) Ana (Anita), Lúcia, Stela, Francisca (Francisquinha), Gracinha (apelido), Helena e Eudes (Eudinha) teve a dádiva de ter tido mulheres fortes e marcantes. Também teve 4 filhos homens notáveis mas não tanto como as irmãs: José, Francisco, Guilherme e Gerardo.

Sou descendente, com orgulho, dessa genealogia em que as mulheres se estabeleceram muito mais fortes, entre elas minhas irmãs Bebel e Iselen e minha primas.

A seguir registro o poema que fiz por ocasião da morte de minha amada mãe.

OBS: Não sou espírita... ao contrário, extremamente materialista, mas em todo pôr do sol que assisto tomando uma gelada amarela aos sábados, sinto a presença dos meus amados pais me acompanhando e brindando à vida, ou à eternidade.

SAUDOSAS TARDES DE SÁBADO

Nossos encontros sábados sempre estiveram marcados
Nunca houve compromisso, simplesmente acontecia
E naturalmente ocorria, como se fosse premeditado
O amor espontâneo entre ambos era o que prevalecia
Não faltava um só encontro mesmo estando cansado
São vinte e cinco anos regados de cerveja e alegria
Ao som de gosto variado, o ambiente ficava animado
O entardecer encantado nos enchia de boa energia
Naquele quarto mais espaçado ninguém era limitado
Saudade e felicidade em demasia vivia em companhia
Lugar bem liderado onde todo mundo se sentia amado
De repente aconteceu o que não previa tanta harmonia
No exame de rotina descobriu o indesejado inesperado
Confirmou temerosa patologia na imagem da radiologia
O caranguejo andou de lado e retornou mais malcriado
Não pode ser extirpado, limitando-se ao agir da terapia
Continuar a viver o tempo momento, igual apaixonado
É o meu modo de ser, conforme pensa minha filosofia
Vivendo saudosas tardes de sábado como no passado
Homenageando dedicada mãe com a melhor poesia
Sem cansar de agradecer com meu eterno obrigado

Marco Antônio Abreu Florentino
Marco Florentino
Enviado por Marco Florentino em 04/03/2026
Alterado em 12/06/2026
Comentários