Marco Florentino
Em prosa e verso
Textos
A DIALÉTICA DA TIRANIA (TRUMP X MADURO)
A DIALÉTICA DA TIRANIA (TRUMP X MADURO)

Estamos vivendo uma realidade contemporânea entre EUA e Venezuela com repercussões para todo o mundo que extrapola a questão ideológica, histórica ou ética, visto que por trás dos últimos acontecimentos entre esses dois países vão, desde interesses econômicos até as questões sociais, menos ideológicas, que permeiam a atitude imperialista estadunidense.

Trump, como atual mandatário norte americano, uma figura histriônica (padrão de comportamento excessivamente emocional e busca constante por atenção, caracterizado por teatralidade, dramatização e sedução inapropriada, onde o indivíduo se sente desconfortável sem ser o centro das atenções e tem dificuldade em lidar com críticas), necessitando de tratamento com psicoterapia para desenvolver um repertório comportamental mais saudável.

Age como um franco atirador e protagonista duma atitude extremamente perigosa sobre as outras nações mundiais como se estivesse no mesmo programa televisivo que o consagrou.

Para ele, o mundo não passa de um palco teatral onde ele mesmo é o diretor, produtor e principal patrocinador. Em verdade, um personagem contraditório, porém inteligente, que percebeu que a decadência norte americana passa fundamentalmente pela deterioração moral interna (como ocorreu na queda do império romano), mas principalmente pela alternativa econômica mundial à substituição do dólar, com ênfase na desvalorização do petrodólar, envolvendo grandes potências como China e Rússia e potências regionais como Brasil, Irã e Índia e que, através da criação dos BRINCS, vislumbram alternativas de negociações com moedas próprias.

A invasão da Venezuela pelos EUA é a derradeira tentativa de barrar, pela força, essa inexorável tendência multipolar mundial em contraposição ao ¨status quo¨ monopolar americano que imperava desde a queda da União Soviética, quando foi encerrada a guerra fria bipolar entre as duas grandes potências.

Os Estados Unidos perceberam nessa atual crise, aliás, há algum tempo, sua vulnerabilidade econômica frente à moeda chinesa (YUAN) e a russa (RUBLO). A China, imediatamente após à ação norte-americana na Venezuela, transferiu mais de trezentos bilhões de dólares da reserva em dólares para os bancos chineses em Yuan.

A Rússia, há muito tempo, desde as sanções norte-americanas e européias, já estavam negociando com países alternativos como Arábia Saudita, Irã e China com moedas próprias, sem depender dos dólares e do controle americano.

Está claro e evidente que a tendência futura do mundo é a multipolaridade, onde essas aventuras trumpeanas histriônicas, em breve vão se tornar inócuas.

Pode demorar algum tempo pois é indiscutível que a força bélica americana é a mais poderosa do mundo, porém, a força restante do mundo, principalmente em países como a China, calcada nos recursos tecnológicos da informação e da crescente e vanguardista inteligência artificial, vão superar toda e qualquer força bélica.

Enfim, percebam que as questões ideológicas, atualmente, não tem mais peso, como ocorreu no início do século vinte com a gênese do socialismo russo (Marx e Lenin) em contraposição ao capitalismo vigoroso oriundo da revolução industrial.ocorrida na Grã Bretanha e depois nos EUA.

Donald Trump e Nicolás Maduro não passam de duas figuras que, impressionantemente eleitas por seus compatriotas (Maduro questionável), representam o que de pior pode ocorrer na nossa civilização... o regresso à barbárie.

Trump como representante máximo da extrema direita e Maduro da extrema esquerda não valem um cibazol (que já não existe).

Como dizia minha saudosa mãe: ¨troco um pelo outro e não quero volta¨

Que Deus nos proteja dos buracos rasos e das cobras mortas.

Marco Antônio Abreu Florentino

https://youtu.be/PnCUOFlNHJI
(Back USSR - The Beatles)
Marco Florentino
Enviado por Marco Florentino em 07/01/2026
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