Marco Florentino
Em prosa e verso
Textos
A RATAZANA NA RATOEIRA
A RATAZANA NA RATOEIRA
Hoje é mais um dia histórico, o que tem sido frequente nesses tempos
tupiniquins conturbados.

Pela primeira vez na história do Brasil, um militar de alta patente,
general cinco estrelas, ex -ministro da defesa e candidato a vice
-presidente derrotado nas urnas, foi preso preventivamente.

Um militar do Exército Brasileiro que, desde sua formação, teve
destaque como excelente aluno e cadete, um oficial irrepreensível e um
comandante exemplar: Walter Braga Netto.

Infelizmente, no final de carreira e no auge da sua elogiável
caminhada militar, se deixou levar por um elemento desprezível...
reles capitão expulso do Exército que se tornou presidente do Brasil,
eleito por um povo ignorante e inculto.
Um iletrado, terrorista, indisciplinado, desobediente, ladrão,
mandrião, covarde, desleal, psicopata, torturador confesso e
egocêntrico.

Outros militares da alta patente também se deixaram levar pelo canto
de sereia desse que, longe de ser mito, é um verme da pior espécie.

Na minha opinião, este general (e outros que compactuaram com o
golpe)  já cultivavam em sua personalidade o sentimento autoritário e
fascista. Apenas esperaram o momento proporcionado pelo seu comandante
em chefe, Bolsonaro, para manifestar seu real caráter.

Exatamente como na segunda grande guerra onde inúmeros militares
nazistas, após a derrota, alegaram como defesa, estarem cumprindo
ordens.

Na condição de militar oficial da reserva da Marinha do Brasil, filho
de oficial superior da (FAB) Força Aérea Brasileira, deixo registrado
minha indignação com essa gente que, desde a proclamação da República,
se arvoram em querer impor suas vontades tirânicas e ditatoriais, se
considerando acima do bem e do mal.

Até que enfim o poder civil, que criou o poder militar para cumprir
suas tarefas constitucionais nobres e de grande valor e honra, se
impôs diante de militares bandidos travestidos de cidadãos e
defensores da pátria.

Faço aqui referência aos comandantes da Aeronáutica Tenente Brigadeiro Carlos Baptista de
Almeida Júnior e o General de Exército Marco Antônio Freire Gomes que, naquele
momento, não concordaram com esse delírio autoritário e criminoso,
mesmo sofrendo terrível pressão sobre si e suas famílias dos pouquíssimos militares de alta
patente, diga-se, criminosos e potenciais assassinos enrustidos como
pessoas do bem, defensores da pátria, família e Deus.

Foram, inclusive, chamados de ¨cagões¨ por esse delinquente que foi preso hoje.

Ainda me orgulho da história do meu pai, oficial da aeronáutica e da
minha passagem como oficial médico da Marinha do Brasil

Marco Antônio Abreu Florentino

https://youtu.be/obEI5HusSO4
(Hino do Aviador - pra mim, o mais bonito)
Marco Florentino
Enviado por Marco Florentino em 14/12/2024
Alterado em 15/12/2024
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